quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

O Sanitarista e a conjuntura do SUS: riscos e potencialidades


Não costumo fazer comentários no Blogger,  mas desta vez faço direferente, pela primeira vez publico algo sem a necessidade ou obrigação de publicar.
Hoje estou trazendo meu último relatório entregue na última cadeira do curso. Quase quatro anos se passaram e muito cresci e aprendi durante este tempo. Por mais que as dificuldades nos incomodem, e foram muitas, percebo que a caminhada trouxe ferramentas e me deu estrutura para enfrentar os novos desafios. O semestre foi conturbado, com função de ocupação, investigações e perdas de aula, mas poço dizer que foi maravilhoso o tempo na Saúde Coletiva. E não, não me arrependo nem um pouco quanto a escolha do curso. O destino é algo a ser cumprido e se passei por aqui é porque deveria passar e conhecer todos que conheci. Entre brigas e amores, amizades e desavenças, venci e me orgulho de cada dia que passei para chegar até aqui.

E vamos ao texto, boa leitura!!!

O Sanitarista e a conjuntura do SUS: riscos e potencialidades

O Sistema Único de Saúde (SUS) é responsável por promover a qualidade de vida da população e através de ações voltadas à assistência à saúde movimenta uma rede de serviços abrangendo todo o país. Através da Lei Orgânica do SUS há princípios estabelecidos de forma a garantir os direitos a qualquer cidadão de acesso gratuito universal ao sistema público de saúde. Na busca de formar um profissional habilitado a nível de graduação para atuar na avaliação, gestão e planejamento do SUS, algumas universidades inovaram com a criação de Bacharelados em Saúde Pública e Coletiva. Ainda sem uma nomenclatura padrão, os cursos formam Sanitaristas graduados e preparados para agir de forma crítica frente a organização dos serviços e das redes assistenciais.
 No ano de 2016 (dois mil e dezesseis), o país passou por uma transição política, onde alguns usavam da constituição para defender a retirada do atual presidente e, outros julgavam ser um golpe, onde um presidente eleito, fora retirado por opositores oportunistas.
O caso é grave, pois o país passava por uma crise política arrastada desde 2013, com a saída das pessoas às ruas em prol de justiça e igualdade, contra a corrupção e corruptos. O fato é, que numa manobra política, estes movimentos foram utilizados para dar início ao processo de cassação do mandato da atual presidente do Brasil, Dilma Rousseff. Num governo de transição o atual presidente trás consigo medidas de transição, que julga e defende ser benéficas para o país e seu crescimento. Como uma das medidas, propôs, hoje já aprovada, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) de número 241, atual PEC 55, que estabelece um limite de gastos para os próximos vinte anos. Esta proposta limita o crescimento das despesas do governo e é fixada para os três poderes, judiciário, legislativo e executivo, além do Ministério Público da União e da Defensoria Pública da União, num limite anual de despesas.
Os economistas, empenhados na melhora do desenvolvimento da economia e diminuição do déficit ([Economia] A diferença entre aquilo que se prevê e o que realmente existe), acreditam que a PEC 55, ajudará a diminuir os gastos que vieram crescendo nos últimos anos, para começar a equilibrar as contas públicas, pois a dívida era de 52% do Produto Interno Bruto (PIB), no começo da gestão do governo Dilma e ao final de seu mandato interrompido em 2016, chegou à 70% do PIB, aumentando em agosto. E mesmo aprovada, estes mesmos economistas acreditam que a dívida pública possa chegar à 90% do PIB, para então começar a diminuir.
De acordo com o texto proposto como ementa, o governo, bem como as outras esferas, poderão gastar o mesmo valor que gastaram no ano anterior, acrescidos da inflação, esta que é medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). De acordo com o portal da classe contábil o IPCA é o índice de Preços ao Consumidor Amplo, calculado pelo IBGE e mede a variação da inflação nas famílias com rendimentos de até 40 salários mínimos mensais. Para o ano de 2017, está previsto em gastos públicos uma correção de 7,2%.
A oposição ao governo defende alguns gastos e argumenta sobre a necessidade deles, porém, não há propostas de como se financiar estes gastos o que torna difícil manter sua utilização. Quanto a saúde, se antecipa em 2017, o que receberia até 2020, acumulando um valor, mas por outro lado, estagnando o crescimento dos gastos, mesmo que a receita cresça. Infelizmente os economistas e o governo estão enxergando saúde como um número e não como bem estar.
Para os profissionais sanitaristas e também para os futuros profissionais, pensar a saúde com tantas incertezas tornou-se um grande desafio. Vislumbrar o fortalecimento da Atenção Primária, por exemplo, sem a certeza de que o modelo assistencial será mantido pelo atual governo e principalmente os programas e políticas afirmativas que vão ao encontro dos princípios básicos fundamentados na Lei do SUS.
Diante das adversidades políticas, podemos perceber o quanto se faz necessária a existência de um profissional capaz de trabalhar com as mudanças e possiblidades de adaptações de acordo com diversos contextos sociais. A educação em saúde pode ser uma importante ferramenta para o sanitarista trabalhar a conscientização política na sociedade, pois o bem estar está relacionado a todos os aspectos e condicionantes da população.
Referência
<https://pt.scribd.com/document/331757226/sf-sistema-sedol2-id-documento-composto-59643-pdf> Ementa acessada em 03 de janeiro de 2017;
<http://www.classecontabil.com.br/mais-servicos/dicionario-de-negocios/ipca> Acessado em 03 de janeiro de 2017;
<http://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/127337> Acessado em 03 de janeiro de 2017;
<http://www.cartacapital.com.br/blogs/parlatorio/a-pec-55-que-tramita-no-senado-e-a-pec-241> Acessado em 03 de janeiro de 2017;

<http://www.cartacapital.com.br/politica/se-a-pec-55-limita-direitos-sociais-e-uma-proposta-tambem-racista> Acessado em 03 de janeiro de 2017;

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Atividade Sobre Estágio

Durante o semestre, estudamos sobre a entrada dos alunos nos campos de e a turma foi dividida em três grandes grupos afim de trabalhar cada grupo no campo profissional, sendo os estagiários, os egressos e os supervisores.
O meu grupo ficou responsável pelos estagiários e para tanto, criamos um questionário que perguntava informações e acessos nos estágios e suas dificuldades. Paralelo a isto, fomos atrás dos estagiários para conversar e fazer um outro questionário, dessa vez aberto.
Para conclusão do trabalho, apresentamos o desenho do que tínhamos produzido e fomos orientados nas adequações a serem feitas para a apresentação final que acabou não ocorrendo.
Mas de mais, foi bom produzir esse trabalho pois nos próximos semestres estaremos ingressando nos estágios e já podemos ter uma base dos percursos que enfrentaremos.

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Determinantes Sociais

Determinantes sociais da saúde, possui relação com a saúde coletiva, uma vez que que DSS são as condições de vida, e de trabalho do indivíduo e população , os quais estão relacionados com situação de saúde. compreendendo os fatores sociais, econômicos, culturais, étnico/raciais, psicológicos e comportamentais que influenciam na situação de saúde e fatores de risco na população.

Visita ao Mercado Público de Porto Alegre

Este semestre, em vigilância, podemos ter a oportunidade de ver o dia-a-dia da vigilância sanitária no Mercado Público de Porto Alegre. Uma vivência proporcionada pela professora Marilise em parceria com agente Rossana.
Poder ver como são feitas as intervenções nos dá melhor e mais ampliadas visões sanitárias, melhor ainda saber que os cuidados tomados não são para punir trabalhadores, e sim, para melhorar a qualidade de vida de quem compra os alimentos lá comprados.

Currículo Lattes

No sábado 28/11/2015, tive a oportunidade de aprender como preencher e fazer um currículo Lattes
Como foi bom poder fazer o curso durante o final de semana e na produção desenvolvemos mais uma habilidade.

http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K8324381J3

Bioestatística V

A UPP foi muito proveitosa, porém, teve uma carga-horária muito pequena para a importância da disciplina.

O objetivo da UPP era dar noções básicas do sistema SPSS, mas mais que isso, trabalhar a pesquisa qualitativa e seus derivados para uma boa construção de pesquisa.
Os conteúdos foram:
Introdução : discussão do plano de ensino e apresentação de professores e estudantes; acordos pedagógicos.
Desenvolvimento das ciências - teoria e realidade - concepção da pesquisa; - ética em pesquisa na saúde e ciências sociais; - referenciais teóricos; - escolha e adaptação de instrumentos de coleta e geração de dados (pesquisa colaborativa, cooperativa);
As representações sociais nas pesquisas no campo da saúde (aspectos da plurimetodologia);
Seminários temáticos sobre abordagens, procedimentos e instrumentos de pesquisa: - Abordagem quantitativa e qualitativa - Procedimentos e instrumentos de coleta e geração de dados: - tipos de entrevista (semi-estruturada/aberta; individual/grupal; narrativa/focalizada; biográfica/história de vida/história oral); - observação - tipos; - pesquisa com imagens, filmes, desenhos; - grupo focal; discussão de grupo; - pesquisa etnográfica; - pesquisa institucional;
Abordagem quanti-quali;
Registro e tratamento de dados: diário de campo e preparo das informações para análise - atividade prática com informações de campo;

Analise e interpretação de dados: escolha e adaptação de instrumentos - análise de conteúdo/discurso - análise de dados com recursos informáticos 8. Qualidade da pesquisa qualitativa: repatriação (oral, visual, documental)